A altivez do castelo de CHEVERNY

Cheverny, fachada
Cheverny: castelo altivo, discreto, gracioso, cheio de história familiar

A altivez do castelo de Cheverny está no que ele tem de mais gracioso.

Ele como que sai de dentro de um mundo de delícias e de mistérios.

É como quem diz:  

“Forte eu sou, mas sobretudo eu me prezo de ser inteligente. Em última análise, sou completo. Sou dotado de inteligência e de força. Sou equilibrado”.

O Castelo de Cheverny fica no vale do Loire, na região de Sologne, comuna de Cheverny.

A matilha não avanca sobre o almoco enquanto não receber ordem.
Depois devora tudo num abrir e fechar de olhos

Atualmente também é célebre pela educadíssima – se assim se pode dizer – matilha de cães que participam regularmente de elegantes caçadas de veados feitas à cavalo.

As terras do castelo foram compradas por Henri Hurault, Conde de Cheverny, Tenente General dos Exércitos do Rei de França e Tesoureiro Militar do Rei Luís XI (1423 – 1483), do qual o proprietário atual, o Marquês de Vibraye, é descendente.

Entretanto, a propriedade do castelo passou por vicissitudes históricas, como todo castelo que se preza.

Cheverny, armadura
Interior do castelo

A Coroa se apropriou dele após denúncias de fraude, e o Rei Henrique II o doou à sua infame amante Diane de Poitiers.

Essa venal mulher preferia o castelo de Chenonceaux e vendeu a propriedade ao filho do primeiro proprietário, Philippe Hurault, que construiu o atual palácio entre 1624 e 1630.

A decoração foi acabada pela filha de Henri Hurault e de Marguerite, a Marquesa de Montglas, cerca de 1650.

Durante os cento e cinquenta anos seguintes, o palácio mudou muitas vezes de proprietário, mas em 1824, voltaria a ser comprado pela família Hurault.

Essa nobre família continua a habitar em Cheverny, tendo-o tornado num incontornável château do Loire.

Ele é famoso quer pelos seus magníficos interiores, quer pela sua coleção de objetos de arte e de tapeçarias.

O castelo é talvez um pouco discreto demais, mas foi realçado pela perspectiva.

Fica num grande parque, envolto por um simples, mas esplêndido tapete de esmeraldas para lhe servir de apresentação.

Ao longe, arvoredos formando a moldura.

A clareza e a lógica cercadas pelos imponderáveis: mais uma forma de equilíbrio.

Não é verdade que um dos prazeres da vida, que tornam a existência humana digna de ser cristãmente vivida, é analisar as coisas dessa forma?

Mas analisar com os olhos postos no Céu.

Porque esses são valores de espírito, e a civilização que os gerou foi cristã.

São assim, porque por eles foi derramado o precíossimo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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